Quando ela quer ser "a outra"




Já encontrei exemplares desse tipo de mulher algumas vezes. Ela já teve um caso contigo, sabe que você agora está namorando, e mesmo assim fica atrás de você para descolar uma transa na hora do almoço, ou uma balada na quinta-feira.
Nem preciso dizer quão promíscua e hedonista uma mulher dessa pode ser, não é? A necessidade que ela possui de ser objeto do desejo masculino é imensurável, e ela aceitará qualquer condição, inclusive a de ser "a outra", apenas para satisfazê-la.

Ademais, ser "a outra" tem vantagens intrínsecas que tornam essa condição muito atraente para mulheres promíscuas. Vejamos:

O inferno da paixão




Por mais odes e romances ficcionais que sejam escritos, ou filmes e novelas sejam gravados enaltecendo a paixão, não se iluda! A história da humanidade está repleta de exemplos de desgraças e fatalidades causadas por essa doença. A paixão é um crime amoroso e social, pois que turva a mente, trai o instinto, deturpa a razão, e seu resultado será sempre o mesmo: desilusão.

Um homem apaixonado vê aflorarem seus sentimentos mais puros, mas sob uma forma que só lhe trará malefícios. Também vê seus instintos mais cruéis, antes sob controle, escaparem de suas jaulas e lhe furtarem a razão, sem que nada possa fazer para contê-los. Ele cria factoides em sua mente e os considera como verdadeiros, perde a racionalidade, vive cada sensação de forma tão intensa e descontrolada que passa até a somatizá-las. São as chamadas "borboletas no estômago", o "suor frio", as vertigens, e assim por diante. Efeitos que não diferem muito daqueles causados por drogas alucinógenas. A mulher, seu objeto de paixão, é sua deusa, sua tábua de salvação. Ela é perfeita, seu perfume é maravilhoso, sua meiguice e fragilidade são patentes. Ele venera o ar que ela respira, deseja seu corpo ardentemente, e ouvir sua voz eternamente.

"A paixão é uma forma de demência." - Nessahan Alita