Climatério Promíscuo




Mulheres que adotam, por quaisquer traços inatos de personalidade ou por adversidades que tenham vivido, a promiscuidade e a masculinização como auto-defesa, e que assim permanecem em sua fase adulta, tendem a perpetuar e aprofundar esses traços ao se aproximarem do climatério (em torno dos 40 anos). Isso se dá, num nível subconsciente, pela adoção da Fixação como mecanismo de defesa de seus egos.



Tem-se por Fixação a detenção de um forma incompleta na evolução da personalidade pela persistência resultante de certos elementos incompletamente amadurecido. Assim a personalidade apresenta uma carência de integração harmoniosa. Sua organização emocional encontra-se em permanente estágio imaturo e há um intervalo entre o estado biológico e a independência emocional. Cessação do processo de desenvolvimento da personalidade em um estágio anterior à completa e uniforme independência amadurecida.

Quando a mulher se fixa no papel de filha, a permanente solteira (mesmo depois de casada/divorciada, e mãe), seu comportamento pseudo-adulto é como objeto sexual. A mulher pode assumir a prostituição ou agir como “prostituta psicológica” na relação com os homens. Em ambos os casos aposta na sua aparência física. Sua auto-estima diminui porque se sente rejeitada "como objeto de amor" e aceita apenas "como objeto sexual". Seus relacionamentos são superficiais e promíscuos. Sente repugnância pelo sexo, e terá sérias dificuldades para se casar novamente.

Podemos pensar que a mulher com este perfil recebe a chegada climatério com desgosto, pois as mudanças corporais e psicológicas diminuem os atrativos sexuais com os quais seduzia os homens, e a frustração por não estabelecer uma relação profunda e duradoura, podem evoluir facilmente para a depressão. Como substituiu o amor pelo sexo sem vinculá-los, sente-se profundamente sozinha e vazia. Neste caso os desconfortos relacionados ao climatério podem ser sentidos com mais intensidade.

Tais efeitos sobre a mulher que já vive o início de seu climatério fazem-na reforçar sua promiscuidade, na tentativa de compensar suas carências. Ela se tornará cada vez mais leviana, pérfida, e hedonista, numa busca sem fim pelo "homem ideal", aquele que a "salvará" dos males que ela criou para si, sem contudo reconhecê-lo dentre os outros.

Ela terá relacionamentos fugazes com uma miríade de homens, sem distinguir a bonomia de poucos da perfídia da maioria, causando no processo sérios danos emocionais àqueles poucos honestos e dispostos a estabelecer com ela o relacionamento que ela tanto almeja.

Enfim, sua auto-defesa tranforma-se em arma, e de vítima passa a algoz, pois que usa a todos os homens indistintamente. Essa mulher assistirá à decadência de seu corpo e de suas relações sociais, solitária e sêca, lembrando-se das más escolhas que fez, e dos males que causou.


"Em geral, chamamos de destino as asneiras que cometemos." - Arthur Schopenhauer



Rooster

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